Peguei emprestado uns CDs de Vandread, um desses animes que podem ser obtidos simplesmente somando um punhado de clichês. Neste caso, temos Piratas Espaciais, O Herói Impulsivo, O Casal, e o Homem Cercado de Mulheres.

Piratas Espaciais: A história se passa dentro de uma nave de piratas espaciais.

Homem Cercado de Mulheres: Todos os piratas são mulheres, com a exceção de três “infelizes” homens capturados no primeiro episódio, um dos quais é o nosso Herói Impulsivo. Este é um cenário onde homens e mulheres estão vivendo separados há três gerações, por causa de uma divisão nas naves coloniais que colonizaram aquela região do espaço. Por alguma razão, os homens passaram a achar que as mulheres são um bando de monstros nojentos que querem comer seus fígados, o que é simplesmente o arranjo perfeito para a introdução do

Casal: A primeira pirata encontrada por nosso insuportável Herói Impulsivo é uma mulher ingênua, infantil, e acima de tudo xenófila, que fica toda empolgada por achar “um alien!”. Ela, obviamente, acaba de apaixonando pelo sujeito, que, por mais que não queira nada com essas “terríveis mulheres”, acaba amolecendo. Claro, como os dois são extremamente estúpidos e teimosos/ingênuos, a série inteira é pontuada pelo tipo de romance enrolado e arrastado que é a marca deste clichê.

O anime, apesar desta coleção impressionante de lugares-comuns, é até apropriado como diversão descerebrada. Por algum motivo que nunca é bem explicado, a nave pirata e a originalmene ocupada pela tripulação dos “infelizes” prisioneiros se uniram para formar uma espécie de cruzador superpoderoso. Os caças pilotados pela mulherada (“Dreads”) também foram transformados, junto com um dos robôs humanóides pilotados pelos “machões” (Vanguards). Nosso chatíssimo Herói Impulsivo pilota este último, e descobre na prática que ele possui a misteriosa capacidade de se “unir” aos caças, formando um robô gigante imbatível. Cada caça origina um robô diferente.

Isso também é um clichê desgraçado, mas é uma das coisas que faz a série valer a pena – a quantidade de metáforas e piadas sexuais que os criadores da série incluíram nessas seqüências é simplesmente ridícula, em todos os bons sentidos. A enfermeira psicótica também vale algumas risadas, apesar de não fazer sentido nenhum.

~ por mestrebira em 28/04/2003.

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