Eu tenho essa teoria meio peculiar sobre como os países deveriam ser governados. Eu não sou lá o mais informado dos mortais, portanto é bem provável que ela seja um monte de merda, mas ainda assim eu acredito nela. A minha “pesquisa” é um punhado de notícias que eu comecei a ler no jornal.

A democracia é uma excelente forma de governo. Eu sinceramente acredito que ainda não exista nada melhor, e que é excelente o fato de todo mundo poder se expressar igualmente e de ter os mesmos direitos sob a lei. O problema é a maldita política.

O dever de um governante é administrar o seu país de forma a proporcionar uma boa qualidade de vida à população. Só que política e administração são coisas diferentes. Quando um governante faz política, ele invariavelmente desvia a sua atenção do que é realmente importante e se perde em uma espiral descendente de lama e bosta.

A política sempre é egoísta – ninguém faz política com os interesses da população em mente. O objetivo é sempre conseguir mais um cargo para os seus correligionários, ou fazer com que mais dos seus rivais passem a te apoiar, ou ainda sabotar os seus oponentes de alguma forma. Nenhuma delas tem nada à ver com manter os serviços essenciais para a população funcionando e, de fato, em muitas ocasiões esses serviços sofrem por causa da política.

Quando um incompetente qualquer é colocado para administrar um hospital público só porque pertence ao mesmo partido do prefeito, o hospital sofre, e por tabela os pacientes. Quando alguém começa a atacar a imagem dos seus oponentes políticos, os dois lados se envolvem completamente na guerra de propaganda e o processo administrativo é paralisado até que a confusão passe. Quando o governo muda, os novos oficiais passam a metade do seu tempo desmantelando todos os programas do governo anterior, simplesmente porque ele pertencia a outro partido ou outra coalizão.

E olha que eu nem entrei no assunto da corrupção – todas as coisas que eu mencionei acima são consideradas perfeitamente normais, legais e aceitáveis no ramo da política. O último problema me parece particularmente ruim – se cada governo novo der o melhor de si para destruir tudo o que a oposição fez (até mesmo o que deu certo), o país nunca vai mudar para melhor.

A minha opinião é a de que todas essas correntes políticas deveriam é esquecer as suas diferenças e criar um plano de governo a longo prazo, realizando melhorias e mudanças graduais e sustentando tudo isso através dos incontáveis mandatos, não importanto quem estiver no poder agora. Isso deveria ser feito para os serviços essenciais (no mínimo saúde e educação), e de preferência para coisas como incentivo a pesquisa e ao desenvolvimento tecnológico.

Eliminar a política é impossível, mas com esse plano ainda sobraria muita coisa em cima da qual fazer política. O importante é que as áreas essenciais sejam “intocáveis” pela lama, e que todo mundo coopere para fazer com que elas funcionem. Tirar a saúde e a educação brasileiras do poço fundo em que se encontram não é coisa que se faça em meros quatro anos, e deve ser um esforço ininterrupto e consistente. Isso só vai acontecer se essas áreas forem administradas ao invés de “politicadas”.

~ por mestrebira em 06/04/2004.

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