Fazer um site sobre a campanha clássica de Exalted, para acompanhad o da campanha moderna é um dos planos que eu não concretizo ainda por pura preguiça. Enquanto eu não me resolvo de uma vez, vou começar a colocar os relatos de campanha mais recentes aqui para não perdê-los no esquecimento.

Atualmente, o grupo (que é imenso) está um tanto fragmentado. Vários personagens estão perseguindo seus próprios objetivos, sozinhos ou em grupos pequenos. De vez em quando, eu consigo laçar um dos jogadores e avançar a história dele um pouco. Os três últimos foram, em ordem cronológica:

Trelor Albion, interpretado pelo Júlio, e que virou Trelora desde o final da segunda temporada, que envolveu uma viagem à Wyld Profunda. Ainda procurando uma cura (mas com menos afinco do que ele esperava), nosso lenhador épico acabou conhecendo Gavin Bast, um dos Diretores da Guilda e Dragon-Blooded da Terra. Aconteceu em um bar de Nexus, e durante a conversa ele acabou sendo contratado como ajudante de Bast em seu próximo projeto (ele é um Mestre Artesão).

Ao longo do próximo mês, Trelor ajudou Bast a criar um arsenal (armadura, escudo e conjunto de armas) feito de madeira mágica, que iria ser dado como presente a Cynis Falen Ravana, uma Dinasta que havia se mudado para Nexus há alguns meses. Pode parecer uma contradição, a Guilda dando presentes ao Reino Escarlate, mas era o primeiro passo em um sutilíssimo duelo político.

A parte do projeto foi fácil. Os testes envolvidos me deram a oportunidade de provar as regras corretas para ofícios, e a competência Exaltada de Trelor deu conta da tarefa sem maiores problemas.

Cabeluda mesmo foi a situação em que ele se meteu porque o filho mais velho de Bast se apaixonou por aquela “mulher” tão forte e vigorosa… O rapaz era um desses tipos que não quer mais nada a não ser ficar em sua sacada tocando harpa e suspirando, e até agora não havia se interessado em casamento porque todas as mulheres que ele encontrava eram “por demais frágeis”.

As cantadas sutis e nem tão sutis fizeram com que nosso pobre Exaltado sofresse muito, já que ele não podia simplesmente cortar o filho do seu anfitrião em dois. No final, o rapaz pôs na cabeça que ele estava sendo rejeitado porque a “donzela” o achava muito fraco, então resolveu provar seu valor em um duelo!

Ganhar foi fácil, e Bast disse que a vitória de Trelor não teria maiores conseqüências políticas. Ao final do trabalho, um mês depois, eles haviam produzido uma obra-prima, e o pagamento do Solar seria o direito de encomendar um serviço do grande Gavin Bast no futuro.

Em seguida, ocorreram as desventuras de Mnemom Lizanos Thorn e Ibn Al’Xufash (Kid e Rogério, respectivamente), que junto com Snake Eyes (Ronaldo) haviam zarpado de Nexus para Great Forks em uma caravana fluvial. O Snake Eyes sumiu logo, porém – meus planos para o personagem são diferentes. O sumiço não foi problema porque o Ronaldo não jogava faz um tempo.

A caravana era um comboio de quatro balsas enormes, subindo o ainda mais enorme Rio Yanaze. Esse é um dos rios que aparece no mapa da Criação que está no livro básico, então suas proporções são descomunais – com os barcos viajando bem no meio, era impossível ver as margens! A viagem iria demorar um mês, e pelas duas primeiras semanas não aconteceu nada.

Então, Ibn sentiu uma força maligna a sudeste enquanto meditava, e Lizanos resolveu agir. Depois do seu sucesso em chamar ajuda divina durante a Invasão de Nexus, ele estava achando que a reposta a tudo estava nos céus, de forma que sua reação imediata foi fazer um discurso inflamado aos “espíritos do Leste”, cheio de metáforas sobre árvores e florestas, pedindo orientação.

A oração foi até decente (assim declararam os dados :)), mas não foi o suficiente para atrair a atenção dos Pequenos Deuses do Leste – eles são do tipo que não faz nada sem oferenda, e Lizanos nunca faz oferendas. O fato dos deuses das árvores não terem escutado, porém, não quer dizer que alguém não o tenha feito.

Alguns minutos depois do fim da oração falhada, um deus local do rio emergiu em frente ao comboio, acompanhado de sua corte e seus guarda-costas (um bando de samurais divinos). O sujeito estava insultadíssimo porque algum imbecil insolente havia ousado orar aos deuses da floresta quando obviamente estava no domínio dele.

Os tripulantes do comboio, aterrorizados, rastejavam no chão pedindo piedade e preparavam caríssimos sacrifícios para pedir conseguir o perdão do deus e pedir passagem. Então, Lizanos novamente resolveu agir. Calmamente, ele se dirigiu até o centro da comoção, para falar com o espírito enfurecido. Essa era uma situação que iria exigir muito tato e delicadeza, o que ficou provado pelo fato de o deus exigir o Solar como sacrifício assim que o encergou. Nada mais lógico, já que o ofensor era ele. Se deparando com um problema, Lizanos fez o que sempre faz. Ativou sua Anima e se revelou como Solar.

O Deus do Rio simplesmente torceu o Nariz e disse: “Você e sua laia perderam qualquer direito que tinham sobre este mundo. Ele é nosso agora.” Este insulto, somado ao fato de ele ter sido exigido como sacrifício, foram demais para o Exaltado. Ele considerou aquilo como um desafio pessoal, e isso foi suficiente para que a Grande Maldição tomasse conta de sua alma. O resultado, obviamente, foi que ele despejou uma montanha de insultos em cima do deus… que mandou seus samurais divinos tirarem satisfação. Ibn, lá na outra ponta do comboio, sentiu que as coisas estavam indo de mal a pior e saiu correndo na direção do combate que se iniciava.

Lizanos fez o que sempre faz quando se depara com um problema dessa natureza. Desferiu vários ataques poderosíssimos usando de toda a sua Essência e não se preocupando nem um pouco com a defesa. No início do terceiro turno, quando Ibn chegou à luta, ele já havia sido praticamente fatiado pelos samurais, apesar de ter conseguido desferir um ou dois golpes bem dados. Então, Ibn colocou-o debaixo do braço e saiu correndo na direção oposta.

A luta foi interessante. Os samurais se concentravam em Ibn, tentanto impedir sua fuga, mas suas lâminas não faziam nada contra a pele magicamente endurecida do Solar (Ibn havia se preocupado com a defesa!). Como ele corria mais rápido, os guerreiros não conseguiam passar-lhe à frente, e de vez em quando ele conseguia parar para lançar lâminas feitas de Essência sobre eles. Quando os samurais chegavam perto, Lizanos os espetava com a sua Daiklaive, e por algum acaso do destinho seus golpes eram muito mais devastadores quando ele estava às portas da morte do que quando estava inteiro! Quando eles chegaram à outra ponta do comboio, apenas um dos cinco samurais ainda estava em condições de lutar, o que fez com que eles todos batessem em retirada. O perigo passou, tudo acabou… certo?

Errado. Os dois haviam enfurecido o deus daquele segmento do rio! Como ficaria o comboio quando eles passassem por ali na viagem de volta? E os outros barcos que viviam passando por ali? Era óbvio que o espírito iria descontar sua raiva nos pobres mortais! Então, a tripulação terminou o trabalho dos samurais e jogou os dois no rio.

A aventura terminou com nossos intrépidos Campeões do Zênite acordando nas margens do rio, perto de uma vila deserta. Segundo os cálculos de Ibn era bem daqui que aquela aura maligna estava vindo…

A aventura mais recente teve como estrela Mura, o personagem do Sol, que havia colocado um objetivo assaz peculiar em sua cabeça: ir até a Ilha Abençoada e reclamar a lança mágica que havia perdido para uma Dragon-Blooded na sua sessão de estréia! Ele sabia, porém, que ir como estava era suicídio, então resolveu explorar algumas ruínas antigas a procura de outros artefatos, sabendo que as experiências vividas na exploração o tornariam mais forte. Sorte sua estar em Nexus, que possuía cinco tumbas da Primeira Era que vinham matando todo mundo que chegava perto há séculos!

A informação sobre as tumbas e sua localização foram conseguidas de um típico velhinho misterioso vendedor de talismãs, por um típico preço exorbitante. Depois de pensar um pouco, ele acabou se decidindo pela Tumba de Gelo, que ficava nos subterrâneos do distrito de Firewander. A cripta havia sido recentemente escavada, e todo mundo que chegava perto dela era congelado. As crianças de Nexus gostavam de atirar pedras nas vítimas para vê-las se quebrarem em mil pedaços.

Mura, porém, estava confiante. Afinal, ele havia dominado uma técnica que permitia a sobrevivência em ambientes extremos sem nenhuma proteção! Um friozinho daqueles não ia ser nada!

A técnica era realmente poderosa, e ele conseguiu ficar a dez metros da parede exposta da tumba, um ponto onde qualquer mortal desprotegido já teria sucumbido à hipotermia. Mas a essa altura sua barba estava congelando, e até ele sentia frio. Então, ele sentou por ali mesmo e começou a meditar. A cada dia que se passava, ele se aproximava dois metros. Ao final do quinto dia, havia refinado sua Essência a ponto de resistir condições ainda mais hostis à vida, e conseguiu tocar a parede da cripta (ou seja, ele havia aprendido Element-Resisting Prana). Após construir as ferramentas apropriadas, ele retornou e conseguiu fazer um buraco grande o suficiente para entrar.

Dando de cara com o primeiro dos guardiões da cripta, algo que só poderia ser descrito como um homem-colméia. Depois de agüentar centenas de ferroadas geladas das abelhas expelidas pela criatura, ele conseguiu voltá-las contra seu inimigo e destruí-lo. Agora, ele aprendeu que o corredor no qual se encontrava era apenas um pedaço ínfimo da estrutura, e que o temível homem-colméia era apenas um de muitos… qual será o destino do herói?

~ por mestrebira em 29/04/2004.

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