ROXTerm…. r0x

Eu uso Linux para 99% das minhas necessidades computacionais, a excessão ficando apenas por conta de um ou outro jogo que só existe para Windows. Ao contrário de muitos outros usuários de Linux, eu não uso um ambiente gráfico “completo” como Gnome ou KDE – a minha preferência é o Enlightenment 16, um gerenciador de janelas relativamente minimalista, muito leve, e muito rápido.

O E16 não possui um programa de terminal integrado, necessitando que este seja instalado separadamente. Existe um, o ETerm, que parece ter sido feito para acompanhá-lo, mas eu não me dei muito bem com ele – achei a configuração um pouco chata. Também já fiz uma breve tentativa de usar os terminais do Gnome e o KDE, no começo, mas logo desisti, já que nenhum dos dois funciona muito bem fora do seu ambiente nativo.

Até há pouco tempo atrás, minha escolha era o aterm. Ele também é bastante leve, suporta pseudo-transparência, e pode ser configurado por opções de linha de comando (ou seja, é só copiar sua configuração preferida da Internet e colocar como o comando de inicialização no menu to Enlightement). Ao longo do uso no trabalho, entretanto, notei alguns problemas. Eu preciso manter no mínimo três terminais abertos, e as janelas não cabem todas na tela em tamanho legível. Para resolver isso, tentei o multi-aterm, uma versão com suporte a abas, mas que infelizmente é baseada em uma versão jurássica do programa original. Logo a deixei de lado.

Além disso, o aterm não tinha um suporte muito bom a caracteres “estranhos”: sempre que o meu dedo escorregava e digitava uma cedilha por engano, glifos estranhos apareciam no terminal, e a posição real do cursor saía de sintonia com a mostrada na tela (hilário, especialmente quando você está digitando um comando complexo e cheio de opções).

Então, um dia, em uma passada de rotina pela lista de pacotes disponíveis ao Gentoo, vi um chamado ROXTerm. Eu já usava o ROX como gerenciador de arquivos, então imaginei que não haveria problema em testar o terminal novo. Logo eu havia deixado o aterm de lado, e não me arrependo nem um pouco. Em primeiro lugar, o ROXTerm suporta abas e não tem problema nenhum em exibir caracteres especiais. Só isso já bastaria para me fazer mudar. Mas, como diria o tiozinho da Polishop, não é só isso! A configuração dele é muito mais intuitiva que a dos outros terminais mencionados aqui, e ele se integra muito melhor ao ambiente gráfico, inclusive com suporte à área de transferência (os outros terminais usam seu próprio mecanismo para copiar e colar texto, que o ROXTerm também suporta).

Se você usa Gnome ou KDE, os terminais “nativos” desses ambientes provavelmente já fazem tudo isso. Mas se você é louco como eu, e usa um ambiente diferente, não vai se arrepender de mudar para o ROXTerm.

~ por mestrebira em 29/01/2008.

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